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E um “besouro” pousa na lua.
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“Houston, a ‘Águia’
pousou”, anunciou Neil Armstrong, junto a Edwin “Buzz” Audrin, assim que sentiram
que o trem de pouso do Módulo Lunar tocou e se acomodou ao chão da Lua. “Águia”
era o “apelido oficial” do Módulo Lunar – a nave que fora projetada para pousar
na Lua, decolar dela e, enfim, voar em sua “atmosfera”; Houston, o nome da
cidade que abrigava o Centro de Controle de Missões da NASA – só pra situar
melhor, trata-se de uma das missões tripuladas do projeto Apollo; no caso, o
‘Apollo 11’, a primeira que levou o homem a pisar na superfície do satélite
natural da terra. O terceiro astronauta desta missão, Michael Collins, ficara a
bordo do Módulo Duplo de Comando/Serviço – a nave que aguardava, em órbita
lunar, a alunissagem (o pouso na Lua) da outra; Era julho de 1969. As horas
seguintes à frase dita pelo comandante são conhecidas e, quanto a nós, vamos apenas
nos ater ao espantoso engenho voador chamado Módulo Lunar.
Pois bem, entendo
que, no projeto Apollo, um erro de marketing foi apelidar de “Águia” o Módulo
Lunar – que de águia, afinal, não tinha nada. Observem por todos os ângulos; Observem
o voo de tal nave. Assemelha-se a um besouro e não a uma águia. Sei que em sua
concepção completa (ainda portando o “estágio de descida”), devido à disposição
das pernas do trem de pouso, aceitava-se que se “assemelhava” a uma aranha...
Mas, mesmo com aquelas quatro pernas abertas, quando voa em descida ao encontro
do chão da Lua é um besouro que claramente se vê... Tem-se ali, no
comportamento da carroçaria pertinente ao “estágio de descida”, tudo de um
besouro em voo descendente – o “gingado”, a “ausência” de asas, a imprecisão
lateral, a impressão de que não irá “frear a tempo”.
Para a
decolagem, o Módulo Lunar se tornava menos complexo, pois descartava na
superfície da Lua todo o aparato necessário ao “estágio de descida”; No
entanto, o que se vê autoprojetar para as alturas é, claramente, ainda um
besouro. O “estágio de subida” do Módulo lunar tem, enfim, tudo de um besouro
em voo ascendente – tem-se ali a “ausência” de asas, tem-se a imprecisão
lateral... além da medonha impressão que não lhe haverá um “porto seguro”.
E, de fato, quanto
ao besouro inseto, dá-nos a impressão que faz seu “estágio de descida” com as
pernas abertas e “estagio de subida” com elas recolhidas, sendo que, em
qualquer dos casos, sempre se nos apresenta destituído de asas e... sem rumo.
Também, é fato
divulgado que o Módulo Lunar do Apollo 11, mesmo programado pra cumprir uma
trajetória pré-determinada, ao iniciar a operação final de pouso na Lua, tomou
rumo próprio e afastou-se uns seis quilômetros do “ponto x” marcado para a
alunissagem. Este desnorteamento inesperado fez com que os dois astronautas interviessem
e lhe tomassem, emergencialmente, o comando... Vejam que o inseto besouro assim
se comporta; Vem do alto num voo até gracioso, mas nada indica que vai
exatamente pousar. Como ninguém lhe toma os comandos, vai chocar-se contra um
poste, parede ou lâmpada – e, depois disso, só conseguirá voar novamente se não
forem sérias as avarias que certamente sofrerá em seu exoesqueleto... Pensando
bem, talvez a NASA não tenha batizado o Módulo Lunar de “besouro” por precaução;
pra não trazer mau agouro.
E, entende-se.
Não haveria glamour algum, após o primeiro veículo tripulado de construção
humana pousar em outro mundo, seu comandante avisar a base na terra: “Houston,
o besouro pousou”.
Mas, partamos para
algumas vantagens. Se “besouro”, as crianças iriam se interessar mais pelas
miniaturas do Módulo Lunar, tornando-o mais “universal” – aquela simulação de
voo que Tom Hanks faz com o brinquedo para o filho no filme ‘Apollo-13’ ficaria
mais “realista” se manuseasse um “besouro” e não uma “águia”.
O Módulo Lunar,
uma nave que, evidentemente, só tinha a ver com a Lua, fora, antes,
experimentada aqui na terra. Se na Lua, sem atmosfera e de força gravitacional
bem menor que a terrestre, ele apresentou um “voo de besouro”, ainda que
satisfatório e seguro, nos testes em nossa atmosfera ficara – não há outro
termo a usar – completamente “doidão” no ar. Nesses testes – documentado está –
muito voo terminou com a ejeção do piloto, enquanto o “besouro lunar” se esborrachava
no chão, ou num poste, ou numa parede... Isso dá uma ideia de quão complexo foi
os preparativos pra se poder pousar na Lua (e escapar dela) com segurança.
Ainda quanto ao Módulo
Lunar, muito mais estrambotices pode-se constatar nele.

















