terça-feira, 19 de maio de 2015

               





                         Primeira crônica no jornal lavrense A Gazeta, em 15-05-15.

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                         Um Pouco sobre Lavras.


Ouvimos, outrora, que iam “acabar levando tudo de Lavras”. Eram cochichos de que a então ESAL e o 8ºBPM, entre outros, iriam “ser levados”. Tudo ocorria devido a uma suposta “política fraca” de Lavras frente a algumas cidades vizinhas, ditas “fortes”. Mas falhou e sobraram piadas. A Ponte do Funil só não levaram porque muito desajeitada pra carregar; a Igreja do Rosário ficou, mas devido unicamente à vigília religiosa do povo. A própria represa do Funil foi por aqui mesmo represada simplesmente porque não acharam local mais apropriado nem mais ao sul, nem mais ao norte, senão...

E, não faz tempo, o lavrense conviveu com chacotas assim: “Onde é Lavras mesmo? Ah, sim, fica a ‘x’ quilômetros da cidade ‘tal’; ou: “Lavras? – vou dizer pra todo mundo em minha cidade – é só uma ‘rua comprida’ com a Estação numa ponta e o Quartel na outra; só isso”...  De qualquer forma, pode-se apostar que muitos daqueles das chacotas se tornaram lavrenses, afinal, Lavras sempre convida a ficar.

Piadas à parte, pouco tempo atrás, evidenciou-se um caso de desdém para com Lavras: numa reportagem regional de TV, nossa cidade, estranhamente, não aparecia entre as seis maiores do Sul de Minas.

Mas não adianta! Lavras sempre fica bem na foto e pronto. Lavras tem UFLA – e cada vez mais. Por falar em foto, há ângulos que evidenciam a serra da Bocaina fazendo fundo para a cidade com requinte tal que causa embasbacamento alhures. Por falar em requinte, Lavras poderá ter, à frente, destaque na infraestrutura nacional; Poderá passar por Lavras estratégica rota de carga ferroviária – necessária ao país. Fácil intuir (em se confirmando) que nem se tratará de evento de primeiro mundo, mas, ao menos possibilitará, em linhas férreas fortes, voltar ao trem um pouco da carga que é... do trem; Isso frise-se, no futuro. No presente, o que há de relativo a isso é o concreto fato de que nas imediações da cidade, temos certa linha férrea imponente, moderna e... enferrujada. Enferrujada porque sem uso; Sem uso porque é como corrente partida, faltando elo. É incrível! Temos, em chão lavrense, certa fração de ferrovia, fisicamente imponente e absolutamente estratégica, mas que, sem uso, serve apenas como uma gigantesca seta a apontar um caminho – certo – a ser seguido. Sim! Lavras tem até isso: uma versão particular de ‘gigante adormecido’... Temos particularidades para o futuro.

Porém, se esse futuro de parcial primeiro mundo demora tanto, lembremo-nos, pra ter fé, que Lavras ao menos já fora vanguardista na coisa ferroviária: tivemos linha de bondes; tivemos trens de passageiros com tração elétrica... Coisa, hoje, só europeia.

E Lavras também tem sorte. Por aqui até já chegaram algumas daquelas sempre esperadas melhoras nas situações apresentadas, como é o caso da merecida duplicação da pista de entrada da cidade, vinda da rodovia Fernão Dias. E pensar que durante a novela da construção, estando definido já o projeto, chegamos a ouvir que estaria exagerado, que se apresentava excelso, e que, portanto, deveriam reduzi-lo e apenas acrescentar “segundas faixas” nas subidas?!

E assim prosseguimos. No local certo estamos; naturalmente. No mais é torcer para que os ipês sempre floresçam com exuberância.
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Prezados leitores, com esse texto – com o qual não resisti e acabei falando de ferrovia – dou início a uma coluna com crônicas que, prometo, tratará majoritariamente de assuntos outros que não ferrovias; Reservarei, porém, um tiquinho a elas – em textos específicos. Dou à coluna o nome “Linha Livre”, porque em “contraposição” a minha “marca registrada”, o “Parada do Trem”, o qual, na Net e até em impressos, cheguei a ter “meia dúzia e meia” de leitores – o que me motivou profundamente. Procurarei por aqui comparecer sempre (sempre se Deus assim permitir). Até a próxima.    

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Carlos Antonio Pinto (em 15-05-2015 no jornal impresso A Gazeta )               


















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